Como podemos construir uma nova economia?

A sociedade discute há décadas sobre os graves problemas gerados pelo nosso atual sistema econômico, em que o crescimento está totalmente conectado a um consumismo absolutamente insustentável e incompatível com a quantidade de recursos naturais que (ainda) temos. No entanto, na prática, conseguimos avançar muito pouco. A poluição gerada pelas fábricas torna a qualidade do ar péssima nas grandes cidades chinesas, a quantidade de micro plásticos nos oceanos é cada vez maior e, no Brasil, muita gente segue invadindo e destruindo florestas para criar gado ou extrair ouro ilegalmente. Isso só para citar alguns prejuízos de ordem ambiental – sem contar os profundos problemas sociais gerados e agravados por esse sistema.

Mas será que é possível fazer essa roda financeira do mundo girar de forma diferente e ter um sistema econômico mais sustentável e mais conectado com a vida? Como podemos contribuir para que isso aconteça?

Antes de refletir e discutir sobre possibilidades diferentes de futuro, é importante compreender como construímos nossa relação com o dinheiro – numa perspectiva individual e coletiva. E essa reflexão é o tema da masterclass “Dinheiro e Nova Economia”, do executivo de finanças Fernando Maskobi, já disponível no Positiv App.

O que é o dinheiro e onde nos perdemos?

O dinheiro é uma importante ferramenta de troca, uma tecnologia que nos permite materializar o valor que damos para tudo o pode ser comprado ou adquirido. Se olharmos para o percurso histórico, veremos que já usamos para realizar essas trocas ouro, sal, papéis, especiarias, entre outros. Mas o dinheiro – e o cartão de crédito e as transações virtuais – tornaram esse processo muito mais ágil e prático. “Sob o prisma da troca, podemos notar que o fluxo do dinheiro, em essência, possui uma energia de manifestação neutra” afirma Fernando Maskobi na introdução da masterclass. “Portanto, o dinheiro pode ser algo maravilhoso quando utilizado para materialização de sonhos alinhados com nosso propósito como também pode ser algo extremamente nocivo quando distorcido e motivado pela destruição e vinganças”, conclui.

Se o dinheiro é uma energia neutra, como conseguimos distorcê-la? Para Fernando, um dos principais problemas foi o surgimento da crença de que o dinheiro resolveria problemas que, na verdade, tem a ver com profundas questões emocionais. “No nosso campo individual, temos uma necessidade incessante de pertencer e, sem perceber, dentre traumas e frustrações, compensamos nossas carências e vinganças através da matéria, nos iludindo que o dinheiro preencherá um dia aquele buraco”. E num sistema econômico baseado no consumismo, essa ilusão se encaixa perfeitamente, não é mesmo?

Portanto, a maneira como as pessoas lidam com o dinheiro é influenciada diretamente por suas intenções e emoções. E para transformar essa relação, é necessário investigar também como entendemos e gerenciamos nossos sentimentos. Em outras palavras, é fundamental ter a coragem e honestidade de se perguntar: qual buraco emocional estou tentando esconder com o dinheiro?

Na masterclass Dinheiro e Nova Economia, Fernando Maskobi conduz uma série de meditações guiadas e exercícios para nos ajudar a compreender e transformar nossas emoções atreladas ao dinheiro e à abundância. Baixe o app e confira!

A desastrosa desconexão entre economia e Natureza

Já num contexto coletivo, uma das raízes do potencial destrutivo do atual sistema econômico é a total desconexão com o meio ambiente e os recursos naturais. Criamos uma economia baseada exclusivamente em números e que só cresce se houver um grande aumento de consumo de bens materiais, uma equação que simplesmente não é sustentável.

Fernando também nos alerta para o contraste entre o que consumimos e o que criamos neste atual modelo econômico – o que mostra que nos desconectamos também da nossa natureza interna, que é criativa. “Estamos na prática mais do lado dos consumidores do que dos criadores. Consumimos arte, moda, música, alimentação, entretenimento, mas será que usamos nossa energia criativa da melhor maneira? A quebra da economia traz consigo muito medo, pois nos sentimos incapazes e dependentes do básico que tange nossa existência. Vivemos num planeta abundante, porém, com um enorme medo da escassez”, diz.

Ele conta que, em algumas comunidades que visitou na Califórnia, Estados Unidos, onde as pessoas vivem em mais harmonia com a Natureza e plantam boa parte do que consomem, esse medo da escassez é muito menor, e que as pessoas estão atravessando esse período desafiador de pandemia com mais tranquilidade. “Havia precaução e alerta, mas no mais profundo, havia segurança e confiança. Percebi que aquela sensação de maior solidez da comunidade se dava ao fato de eles levarem uma vida sustentável no sentido mais literal. As pessoas estavam conectadas com as principais fontes de vida: terra e água. O olhar para a natureza era com cuidado e integração. Tudo isso somado a um forte sentimento de pertencimento, colaboração e cuidado uns com os outros”, conta Fernando.

Novas possibilidades

Por mais que o cenário pareça desanimador, algumas práticas e conceitos podem contribuir muito para a criação de formas de investir e gerar dinheiro mais sustentáveis e mais conectadas com a natureza (interna e externa). Veja alguns exemplos:

– Localização X globalização: incentivar a economia local é um poderosa ferramenta de fortalecimento de pequenos núcleos de produção e de descentralização do lucro. “Quanto mais criarmos e consumirmos dentro da nossa vizinhança, família, comunidade e país, mais forte e menos dependentes nos tornaremos”, diz Fernando.

–  Economia circular: ciclo econômico que respeita os recursos aplicados no processo e também a harmonia com os ciclos ecológicos, tendo a regeneração como princípio.

– Juros  negativos: imaginem se, ao invés acumular, os juros fossem negativos? É importante que o dinheiro seja investido ou emprestado, caso contrário, pode valer bem menos no período seguinte. “Juros negativos incentivam a alocação do recurso e a não acumulação exagerada. Gosto de lembrar que todos nós vamos morrer e, até onde eu conheço, o céu não aceita dinheiro! Dinheiro parado é energia estagnada”, diz Fernando.

Conheça outras práticas e modelos inovadores de gerar e investir dinheiro de uma forma mais sustentável e construtiva na masterclass “Dinheiro e Nova Economia”.

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