Quatro passos para desenvolver a compaixão


O tema da compaixão está cada vez mais presente em diversas áreas da sociedade. Muito além de uma prática de bondade ou benevolência, a compaixão pode ser vista como um ato de inteligência emocional, que nos ajuda nos processos de auto-transformação e pode nos tornar pessoas mais tranquilas. “Estudos mostram que programas de cultivo a compaixão podem aumentar em até 81% nosso auto-cuidado e o cuidado com os outros, além de ter impacto na maior regulação das emoções, na diminuição do estresse e da ansiedade e num aumento da calma experimentada”, diz Moira Malzoni, instrutora de Mindfulness formada pela Universidade da California e facilitadora da masterclass “4 Passos para desenvolver a Compaixão”, já disponível no Positiv App.

E o que é na prática ter compaixão? A palavra vem do latim compassio, que significa o ato de partilhar o sofrimento de outra pessoa. No dicionário Aurélio, o termo é definido como o sentimento de pesar causado pela tragédia alheia e que desperta a vontade de ajudar e de confortar quem dela padece. Diferentemente da empatia, que é a capacidade de se colocar no lugar do outro, a compaixão é perceber o sofrimento e querer aliviá-lo de alguma maneira. “A ideia aqui é trazer junto uma ação, uma intenção de alívio de melhora da dor e do sofrimento”, afirma Moira na masterclass. “Não é evitar a dor, mas sim, nos fortificar internamente para entender como podemos lidar melhor com ela”, diz.

E como podemos ser menos exigente com nós mesmos e olhar com ternura para nossos processos? Como ser mais compassivo conosco, com os que amamos e com quem temos dificuldade de lidar? Segundo Moira, a compaixão é uma habilidade que pode ser desenvolvida, e ela aponta alguns caminhos para trabalhar esse sentimento em nós.

Gentileza

Um dos pontos mais importantes é desenvolver um olhar afetuoso e amoroso com nós mesmos. E para isso, Moira sugere uma prática conhecida como “Bondade Amorosa”, que inclui um pouco de Mindfulness e a repetição de algumas frases. Quer tentar? Então, encontre uma postura confortável e estável, feche os olhos, silencie por alguns minutos e coloque toda a sua atenção na sua respiração. Em seguida, repita internamente as frases: “que eu esteja bem; que eu tenha muita saúde; que eu tenha paz e proteção; que eu seja feliz”. E perceba o que sente ao repetir essas palavras dentro de você. Medite sobre elas por alguns minutos.

Na masterclass, Moira conduz ainda exercícios para que a gente possa cultivar uma imagem que nos traga compaixão, enviar compaixão para pessoas próximas e, principalmente, para que possamos ter mais compaixão com nós mesmos.

Autocompaixão

E dentro do tema da compaixão, é muito importante falar sobre a parte que talvez seja uma das mais desafiadoras, que é a auto-compaixão. O escritor e professor budista Jack Kornfield é categórico ao dizer que “se a sua compaixão não inclui você mesmo, ela é incompleta”.

Para muitas pessoas, é mais fácil ter um olhar afetuoso e compassivo com os outros do que com nós mesmos. “A maioria de nós é tão exigente e critico consigo mesmo que torna o sofrimento ainda maior. O trabalho da autocompaixão propõe um movimento de acolhimento e de aceitação de nossos processos, de nossas características e de quem somos. E olhando de frente e aceitando melhor quem somos, podemos inclusive transformar o que queremos”, lembra Moira.

Além de ser um ato de auto-cuidado e de amor próprio, a autocompaixão pode nos ajudar muito no processo de autoconhecimento e de auto-transformação, uma vez que nos ajuda a parar de brigar com uma dor que sentimos ou a não rejeitar uma atitude do passado ou uma característica nossa.

A gentileza com nós mesmos também é fundamental para que possamos crescer na compaixão e poder nutrir esse sentimento até mesmo por aquelas pessoas com quem temos dificuldade de se relacionar. “É como a famosa máscara de oxigênio, preciso cuidar de mim primeiro para depois poder cuidar do outro. Será que podemos dedicar um pouco mais de tempo para cuidar de nós mesmos?”, pergunta Moira.

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