Saiba como conectar o trabalho com seu propósito de vida

Mesmo que a pandemia tenha mudado a rotina de muita gente, este feriado de 1º de maio é um momento auspicioso para refletirmos sobre nosso trabalho. Você está feliz com o que está fazendo? Sente-se realizado ou realizada? Acredita que está colocando em prática os seus dons e talentos?

Como mostram algumas pesquisas, a maioria das pessoas, infelizmente, não se sente encaixada ou até mesmo odeia seu trabalho. Por outro lado, é cada vez maior o número de pessoas que estão buscando compreender melhor seus desejos e vocações e procurando caminhos para colocá-los em prática. Nunca falou-se tanto sobre propósito! É o objetivo buscado por todos – das pessoas comuns que trabalham de forma autônoma até as pequenas e grandes empresas.

A fundadora do Positiv App, Renata F Rocha, não só passou por este processo de transição de carreira como também atua há 15 anos para ajudar outras pessoas na busca pelo propósito. Trabalhou como coach de vida e carreira numa consultoria de recrutamento executivo e criou o YOUniversality, programa de autoconhecimento que ajuda as pessoas a terem clareza do seu propósito de vida. Nesta entrevista, ela conta um pouco sobre os principais desafios dessa jornada de alinhamento do trabalho com os desejos da alma.

Conta um pouco como foi a sua experiência no mundo corporativo e como iniciou sua transição de carreira…

Sou formada em Administração e Direito e sempre gostei de pessoas e de conexão com diferentes culturas. Trabalhei numa multinacional e na Câmara Americana de Comércio, onde conheci o Robert Wong. Vi numa palestra ele falando sobre autoconhecimento, alma e propósito e comecei a chorar. E não entendia o porquê, mas algo tinha me tocado muito. Era como se eu quisesse ser ele quando crescer. Vi que eu queria falar sobre alma, autoconhecimento e propósito. Fui trabalhar com ele, depois fui sócia dele e trabalhei como headhunter e coach de vida e carreira durante 5 anos.

Como você criou o programa YOUniversality?

Foi durante uma viagem que eu fiz. Eu sempre tive curiosidade por diferenças religiões e, em 2010, fui fazer um sabático pelo Oriente, por onde fiquei 1 ano e meio. Conheci muitas pessoas que me inspiraram e lá eu percebi que queria me dedicar a trazer mais propósito para a vida das pessoas. Na viagem, eu me vi escrevendo um programa para ajudar as pessoas a se conhecerem melhor e encontrar o propósito. Voltei de lá com o curso pronto, chamei 20 amigas para serem cobaias e elas deram o feedback de que aquilo tinha ajudado muito elas. E assim eu criei o YOUniversality e hoje já foram 60 turmas, mais de 1500 pessoas já passaram pelo curso.

A maioria das pessoas se sente muito infeliz no trabalho, mas não sabe o que fazer com isso. De que forma elas podem iniciar uma mudança?

A chave número 1 é o autoconhecimento. Às vezes, não sabemos o que gostamos, então, vamos começar pela insatisfação. Do que você não gosta? O que não está encaixado? Temos que conhecer nossas crenças sobre dinheiro, prazer, liberdade. Ver o quanto isso está ligado com a forma como manifestamos nosso poder no mundo. Muitas vezes, achamos que pra ganhar dinheiro tem que se sacrificar muito, ou que trabalho não pode estar conectado com prazer. Tudo isso influencia muito. Trabalho vem de Tripallium, um chicote de três pontas que era usado no porão dos navios para fazer com que os escravos remassem mais rápido. Será que trabalhar tem que ser um sacrifício? Será que não podemos conectar nosso trabalho com algo que a gente possa contribuir com o mundo? Gosto muito mais da palavra serviço, “viço” é brilho e “ser” somos nós. Então, é importante se perguntar: o que você faz está contribuindo para você brilhar mais como ser humano? Te ajuda a experimentar a vida da melhor forma? Te ajuda a ter uma vida com mais significado? Serviço faz muito mais sentido. Sempre conecta nossos dons, nossas experiências e nossos poderes com o que o mundo está precisando e com o que a gente gosta. Para tentar ter pistas dos seus talentos, é importante se perguntar: o que te faz bem? O que você faz com naturalidade e facilidade? Onde você consegue expressar seus poderes? Que lugares você gosta de estar e que te despertam o seu melhor? O que as pessoas que você gosta inspiram? Quais os valores que balizam a sua vida? Quais necessidades do mundo com as quais você se conecta? Onde você gostaria de estar contribuindo?

Na sua opinião, qual o maior desafio nessa jornada de alinhar trabalho e propósito?

É tirar as barreiras que nos separam de nós mesmos, do nosso ser natural. É o que geralmente chamamos de medo. Medo da escassez, medo inconsciente de se aproximar de algo que amamos muito, medo de ser chamada de louca. Tem que investigar pra entender o que nos separa da nossa felicidade. Tem que haver honestidade com nosso coração e a coragem pra ser quem a gente é e contribuir com o que acreditamos que queremos fazer. Às vezes, as pessoas acham que fazer uma transição é necessariamente pedir demissão e sair, mas muita gente re-significa o trabalho. Às vezes, você consegue resgatar os motivos reais que te levaram para aquele trabalho. E se não for o caso, você pode se organizar e se planejar para fazer uma transição harmônica. E é importante lembrar que é uma jornada que a gente vive com o propósito. Não é chegar em algum lugar e acabou, isso vai sempre se transformando. É estar a serviço de algo maior. Viver o seu propósito é uma jornada de expansão da consciência. E inevitavelmente isso gera muita abundância. Se você faz o que ama e isso  contribui para o bem comum, é uma fórmula de sucesso.

Conta um pouco sobre a masterclass de propósito que você está criando para a Positiv.

É uma masterclass que traz exatamente essa jornada do propósito, com várias etapas em que cada um pode conhecer melhor suas crenças limitantes, que estão no consciente ou no inconsciente. A gente também escreve sobre o propósito, para pode materializá-lo. E a terceira parte do programa é quando você pode organizar as várias áreas da sua vida e se planejar pra conseguir manifestar o que quer na vida real, pra sentir essa energia se manifestando. Porque tudo o que a gente conhece melhor, a gente confia. Se eu me conheço melhor, eu confio mais em mim. Se eu conheço melhor o meu propósito, eu confio mais nele, vou me empoderar mais dele. Buscar nosso propósito é um ato de amor, de honestidade e, acima de tudo, é um ato de liberdade.

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