O amor intencional: a chave-mestre para qualquer crise

“Ame o que tens, agradeça o que já és e este intento te abrirá as portas do céu.”

Antes de mais nada, gostaria de definir o que é céu. Sim, eu sei, um artigo que já começa com esse nível de pretensão não deveria ser levado em consideração – mas peço uma chance e um pouco de paciência, porque o que eu estou prestes a compartilhar é o substrato de anos de busca e é algo verdadeiramente simples e transformador. Ao menos, foi para mim.

Bom, retornando à nossa pretensa intenção de definir “céu”, gostaria de associar esta palavra a algo muito simples. Não a um lugar ou estado de Ser a ser atingido depois da morte, mas antes, um lugar e um estado de Ser conquistado em vida. O famoso céu na terra. Pensando por esta perspectiva, conseguimos entender bem a fala de algumas tradições espiritualistas que nos dizem que “a gratidão abre as portas do céu”. De fato, quando somos verdadeiramente gratos à vida que temos ou às pessoas que estão em torno de nós, naturalmente um brilho autêntico de alegria irradia nossa alma. Este brilho seria o nosso céu – o menos, o céu deste artigo.

Mas o que percebemos no dia-a-dia não é este céu alimentado pela gratidão, muito pelo contrário. Esta gratidão autêntica não é assim tão natural para nós, ao contrário, parece que a negatividade é o que há de mais próximo aos nosso cotidianos contemporâneos. Se focalizarmos em apenas um dado de uma grande pesquisa global realizada pela consultoria Gallup, observamos que 85% das pessoas economicamente ativas no mundo não suportam o seu trabalho. Não é apenas que elas não têm motivação para trabalhar, elas realmente odeiam o lugar onde passam a maior parte de suas vidas, depositando a maior parte de sua energia. 

Isso, não preciso dizer, é lamentável e, talvez, seja um componente importante para explicar não a pandemia de COVID-19 pela qual passamos, mas a pandemia de depressão e transtorno de ansiedade generalizada que vem acometendo a humanidade cada vez mais e mais – de modo um pouco mais silencioso e constante. De todo modo, creio que existe um antídoto para esta “negatividade tóxica”. Este antídoto chama-se: amor intencional. O amor intencional ou amor intencionado, ou ainda, amor consciente é a ação de tomar a decisão deliberada de amar. 

Não sei vocês, mas existe uma tendência natural em minha mente, uma tendência gravitacional dela ser crítica, negativamente crítica. Primeiro comigo mesmo e, depois, com o mundo em torno de mim. Ou vice-versa. Quando a mente está sob o efeito de alguma conquista pessoal,  às vezes, apresenta uma celebração mais positiva na forma de uma gratidão.

O estado “normal” da mente. 

É curioso perceber como a positividade saudável e a gratidão naturais surgem como um evento raro em nossas mentes e, claramente, por isso, raro em nossas experiências. Mas a capacidade de olhar para aquilo que já temos e que já somos necessita de uma espécie de força de vontade deliberada. Precisamos escolher olhar as coisas por este ângulo. Em outras palavras, amar e agradecer precisa de intencionalidade! Não é o “normal” da mente. Amar e ser grato é o natural de nosso Ser, em outras palavras, de nossa alma. Mas, curiosamente, não é o “natural” de nossa mente.

Como nosso ser pode reger a nossa mente, ou seja, nossa consciência e intencionalidade pode reger nossos pensamentos (tarefa difícil, mas possível) precisamos de um “sopro de vida na flauta da mente” para que a canção do amor e todos os seus benefícios toquem em nossas vidas. Precisamos de uma intencionalidade deliberada e é assim porque o amor precisa de uma ordem que vibre na dimensão da auto-consciência – não é uma atividade do inconsciente, embora lá também esteja o amor – e este seja um de seus inúmeros mistérios.

O amor consciente é uma tendência neste momento de mundo.

Ou seja, precisamos intencionar com a força de vontade de nossas almas, precisamos emanar uma corrente de gratidão e amor, precisamos escolher amar para que a música da gratidão abra as portas de nosso céu individual – e, quem sabe, possa também abrir outros céus individuais ao nosso redor. Gerando assim este tão sonhado e utópico céu coletivo, este Céu na Terra – assim com letras maiúsculas. Inicialmente, isso virá para um grupo pequeno de pessoas, depois, para um grupo maior. É assim que as tendências funcionam – e o amor consciente é uma tendência neste momento – embora você possa não estar enxergando isso agora. Amar o que já temos e o que já somos é a chave-mestre. A começar por intencionar este amor por nós mesmos, reconhecendo a nossa própria bondade, a nossa própria inteligência, o nosso próprio livre arbítrio, a nossa própria força de continuar a caminhada – apesar dos pesares – isto é auto-compaixão.

Para praticar essa intencionalidade mais interna, mais voltada para si mesmo, recomendo uma meditação chamada “Amando-se” no aplicativo da Positiv. É uma meditação elaborada para acessarmos, primeiro, este portal do auto-compaixão e, depois, este portal do amor universal que se estende para todos os seres que nos rodeiam. Este é um ótimo começo para a senda sem fim do amor consciente. Avante!

João Mognon é analista cultural, artista, instrutor e sócio-fundador da Positiv. 

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